O que aconteceu
A Primary Wave Music concluiu a aquisição da Kobalt. O negócio foi anunciado em março e concluído em 7 de julho. A vendedora da Kobalt foi a Francisco Partners, que detinha 90% da empresa. As empresas não divulgaram o preço. A Music Business Worldwide o estima em cerca de US$ 1,5 bilhão, e a Billboard descreve a empresa combinada como avaliada em cerca de US$ 7 bilhões.
A aquisição abrange as operações mundiais da Kobalt, seu catálogo de direitos autorais próprios e a AMRA, sua sociedade global digital de gestão coletiva. A Brookfield é parceira estratégica no negócio.
O que continua igual
A Kobalt continuará como empresa independente, sob o CEO Laurent Hubert e sua atual equipe de gestão. Hubert disse que a Primary Wave “entende a nossa visão de independência e a importância da nossa mentalidade de ‘criador em primeiro lugar’”. Larry Mestel, CEO da Primary Wave, disse que a aquisição “só vai reforçar” os esforços “para oferecer aos criadores atenção individualizada e apoio especializado”.
Contexto sobre o preço
A Francisco Partners comprou 90% da Kobalt em 2022 por cerca de US$ 750 milhões. Sob sua gestão, a receita da Kobalt chegou a US$ 794,4 milhões no ano encerrado em junho de 2024, segundo a mesma reportagem. Antes, a Kobalt havia vendido a AWAL e seu negócio de direitos conexos à Sony Music por US$ 430 milhões em 2021.
Por que isso importa
A Kobalt é uma das maiores editoras musicais independentes e se apresenta como voltada ao criador em primeiro lugar. A troca de dono levanta uma pergunta óbvia para seus compositores: esse modelo muda?
Antes
A Kobalt pertencia principalmente a uma firma de private equity, a Francisco Partners, após o investimento de 2022.
Agora
A Primary Wave é dona da Kobalt, incluindo seus direitos autorais próprios e a AMRA, enquanto a Kobalt continua operando como empresa independente.
Por que isso importa para os músicos
Se você é compositor da Kobalt, as empresas dizem que o seu serviço do dia a dia continua sob a mesma gestão. Fique atento a avisos sobre mudanças no seu contrato e não presuma que os termos continuam os mesmos sem lê-los.
O panorama geral
AnáliseA edição musical independente está se consolidando em torno de poucos donos bem capitalizados, justamente quando as majors compram grandes catálogos diretamente. As declarações públicas enfatizam independência e foco no criador. Nenhuma das empresas disse se os termos contratuais, as taxas de royalties ou as taxas de administração vão mudar, e as reportagens que analisamos também não dizem.
O que continua incerto
- O preço oficial de compra. O valor de US$ 1,5 bilhão é uma informação da imprensa, não uma divulgação das empresas.
- Se algum termo voltado aos compositores muda.
- Como as operações de arrecadação da AMRA se encaixam no negócio mais amplo da Primary Wave.


